domingo, 20 de dezembro de 2009





Fontes de inspiração buscadas pela imaturidade de um
coração incerto...

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Persianas



Eu abro a minha janela e não te vejo. Transparência é o que preciso mas minha persiana não deixa, faço uma carta para ela todos os dias mas nunca me permite te ver. Por favor persiana, não me empeça de ver o sol raiar, já está muito escuro, quero apenas abrir-te os olhos e mostrar-lhe todas as cores que o sol tem e acredite ele não é só amarelo, também pode ser preto como você sempre me mostra... *SOMBRAS* é tudo o que vejo. Faça isso por nós persiana, abra-te!

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

"Juventude"




Não me deixe ir embora, é muito tempo em uma realidade diferente. Melhor, pior? Não sei! Mas é uma amargura incerta. Eis que eu te clamo, minha juventude, querendo ou não eu vou.
Falam que não aguentaria viver tanto tempo longe de você. Mas porque eu ficaria, pra sofrer? Basta imensa dor. Se ainda ao menos lembra de mim, vai la e me busca, estarei esperando, mas vá logo, a juventude acaba e eu ainda não sei que juventude escolher, a passada ou a presente-futura. Antes de terminar, só te pedirei uma coisa, não case juventude, pois se vc casar deixará de existir e então eu morrerei. Você ainda não sabe, mas depende apenas de você, Juventude.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Oração do vaqueiro


CHÃO RACHADO POR FALTA D'ÁGUA
NÃO TEMFLORES NEM HÁ CHEIROS
NÃO TEM ÁGUA NA CACIMBA
NEM TÃO POUCO NO BARREIRO
MORRE DE FOME E SEDE
OS CABRITOS E A VACADA
NÃO TEM LEITE PROS MEUS FILHOS
E PERDI MINHA ROÇADA
OLHO PRO CÉU E CLAMO A DEUS
PRA LEMBRAR DO MEU SERTÃO
DÊ ÁGUA EM ABUNDÂNCIA
PRA ALEGRAR MEU CORAÇÃO
ELE ESCUTA A MINHA PRECE
SEU SINAL É UM TROVÃO
VEM A CHUVA E VAI A FOME
ENCHE DE VERDE O MEU SERTÃO

Por: Jairo Augusto Pereira

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Alguém me ajuda?



Diálogo entre o filho e a mãe
Filho: Mãe, será que um dia,
Papai do céu vai trazer comida pra gente?
Mãe: Não sei filho, talvez "papai do céu"
esteja ocupado com os negócios dele.
Filho: Que tipo de negócios?
Mãe: Coisa de gente grande filho,
você não vai entender se eu falar.
Filho: Mãe, você ja falou com Paipai do céu?
Mãe: Não filho, mas ja "o" vi bastante no cubo colorido.
Filho: Como ele é mamãe?
Mãe: Olha filho no cubo colorido "ele" é muito bonito,
elegante e as vezes consigo até sentir o cheiro "dele".
Mas "ele" tem um problema meu menino,
a língua e o bolso "dele" são muito grandes.
Filho: Como assim?
Mãe: "Ele" diz que vai fazer muita coisa aqui no nosso nordeste,
mas acho que "ele" está ocupado com os negócios de gente importante.
Filho: Ah, agora eu entendi. Então vamos esperar né mãe,
quem sabe um dia ele lembra da gente!
Mãe: Hum...! É filho vamos esperar!

quinta-feira, 5 de março de 2009

Só a "Gente"



A gente nasce a gente cresce,
Mas só morre aquele que empobrece.
Toda gente tem o que merece.

A gente perde a gente muda,
Só vive bem a gente que estuda.
Toda gente é "muda".


A gente sabe a gente pensa,
Toda gente, gente toda crença.
A gente sofre a ofensa.




A gente erra, a gente aprende,
Todo dia a gente acende.
Tem gente que aprende, mas não entende.


A gente fala, a gente escreve.
A gente ganha pouco,
A gente faz greve.

A gente reclama, a gente não faz nada.
Se a gente é um desses,
A gente enterra na escada.



By: Jairo Augusto Pereira Junior

domingo, 1 de março de 2009

Em minha folha branca, com um lápis e borracha, toda a expressão que um ser pode nela mostrar. O grafite riscando linhas horizontais, à escrever versos que de dentro saía. Coisas que não sabia, aprendendo cada vez mais o simples ato que nem sempre foi legalizado, onde muitos morreram, homens estes que choravam calados, pois proibidos foram de soarem barulho algum. Eis que sentimentos foram rascunhados apartir de então. Agradeça pois livre tu és. Escreva ! Tu és o que escreve, não o que lê!

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Soneto de uma dor amada


Deitado em meu leito,
Esperando um segredo,
Me fale no ouvido,
O sentido de um beijo.

Não me faz falta,
Mas sempre desejo,
Seu olhar me assalta,
Mas não te mereço.

Então, segue a rotina,
Pegue o teu preço,
E sai da minha vida.

Não fique tão triste,
Você tem seu caminho,
E eu meu destino.

By: Jairo Augusto Pereira Junior



quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Agora


É amargo viver
Sentindo os danos que fazem a mente parar de sonhar
Caminhos opostos que levam o corpo a sofrer
Não suportando a estrada vazia que leva a chorar
É difícil passar
Por cima de um muro que te impede de ver
Todas as flores que iriam cessar o chorar
Reaprender o caminho para ser feliz
Agora
Não deixe que nada venha estragar o sorrir
Há muitos caminhos para escolher aonde ir
Não perca a chance de ser feliz
E nunca
Aceite que sua canção terminou
Componha um verso para não deixar acabar
A sua canção de amor


De: Phelippe Costa

Deixe-me em paz


Como poderia eu explicar o que sinto?
Nada em mim é verdade, a não ser eu mesmo.
Toda tristeza que sinto,

Não é minha ou não é pra mim,
Não a mereço.
Que vontade de falar tudo, que na verdade não é nada,
Talvez pra você, que sentimento horrível de ódio em meus nervos por ser invisível.
Não se faça de inocente, peça perdão, ou melhor deixe-me em paz. Por mim.


By: Jairo Augusto Pereira Junior

Única razão


Pra que o sol se tem a lua mais perto?
Do seu sorriso certo, e seu coração todo aberto.
Nos seus lábios brilha um mel cheiroso,
Que me deixa todo amoroso.
Nunca vi tanta inocencia em uma pessoa só,
Que em minha garganta da quele nó,
O pó da inocencia que transforma em carencia.
Talvez descubra o que é amor, ou paixão,
Porque eu já estou quase entendendo...
Dói mais que qualquer razão, menos a de sua existencia,
Que pra Deus e pra mim... É o que mais vale.



By: Jairo Augusto Pereira Junior

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

O sambista Vingadeiro


Dizem por aí, que a música foi feita pra dançar.

Mas quem a fez diz que foi pra expressar.


De que adianta ser do Brasil e não sambar.

Se até os que são de fora querem provar.

Então eu vou fazer um Samba e lhe mostrar.

Todo amor que o samba traz.


Para entrar no nosso samba tem que passar.

Em milhões de provas para nos provar.

Que não pensa como os outros ao cantar.

Um bom Samba a se vingar.


By: Felipe Teixeira e Jairo Augusto Junior

Amor Tradicional


Eu não consigo mais ficar ao seu lado.


É que você me deixa todo amarrado.


Por mais que eu tente te esquecer.


É como filme antigo, você é a menina e eu sou o bandido.


Com apenas um olhar, me deixa todo bobo.


Talvez seja só ilusão, ou eu sou um tolo.


Quando estamos juntos, sempre me distraio da conversa.


Mas é a atenção que me dispersa.


Seu olhar meigo cheio de carência.


Por mais que eu não queira você é a minha sobrevivência.


Posso estar sendo banal, mas esse é o meu amor tradicional.

By: Jairo Augusto Pereira Junior